Aveleda é a sede da União das Freguesias — o centro administrativo e de serviços que, ao longo de gerações, deu apoio às povoações vizinhas. O nome surge já nas Inquirições régias do século XIII, e a sua origem é discutida: uns fazem-no derivar do latim “avé leda” (lugar ameno), outros associam-no a Veleda, sacerdotisa venerada por povos sueves e visigodos. É uma terra de lameiros, de moinhos de água e de uma comunidade que sempre viveu ligada à agricultura, à pastorícia e à floresta — como o resto do interior transmontano, sofreu um despovoamento acentuado, de perto de 700 habitantes em 1950 para menos de 200 no início deste século.
O seu brasão presta homenagem à burra albardada — a mesma que, segundo a lenda local, servia toda a aldeia para atravessar o rio Pepim antes de haver ponte, e que deu origem ao ditado “sou d’Aveleda e a burra também” — e ao ancinho que recorda a ligação da aldeia aos lameiros e à produção de feno, ladeado por flores que evocam a fertilidade dos campos.
Em janeiro de 2025, a National Geographic Portugal elegeu Aveleda “Aldeia do Mês”, destacando a Festa dos Rapazes e os Caretos que, todos os anos a 25 e 26 de dezembro — dia de Santo Estêvão, padroeiro dos rapazes —, tomam conta das ruas em rondas, comédias de crítica social e baile. É uma tradição mantida viva, entre outros, pelo mestre artesão Isidro Rodrigues, que desde o final dos anos 1990 forja máscaras em metal recuperando técnicas quase perdidas, e por Bernardete Pereira, costureira dos trajes que os caretos ainda hoje vestem. O presidente da União das Freguesias, Mário Gomes, alertou em 2025 para a dificuldade crescente em manter viva a festa, num tempo em que escasseiam os rapazes solteiros da aldeia.